Resumo dissertação Alberto Mucanze

Aluno: Alberto Cachote Mucanze
Título: A Formação Continuada de Líderes Locais em Moçambique – Um Estudo de Caso de Pastores e Missionários Formados do Nível Básico ao Nível Superior desde 1985 a 2005 em Moçambique
Data: 16 de outubro de 2007
Banca Examinadora:
Prof. Ms. Fernando Luís Andrade de Freitas (orientador)
Profa. Vera Lúcia Rocha
Profa Drª. Antônia Leonora van der Meer

Resumo:
O presente trabalho tem por objetivo verificar as relações entre os diferentes processos de capacitação continuada de liderança eclesiástica moçambicana a partir do nível básico ao nível superior, ou seja, pastores e missionários que passaram da formação básica para a superior desde 1985 a 2005, e a prática que esta liderança tem desenvolvido nas igrejas locais e no campo missionário onde são inseridos após sua formação. Para a realização da pesquisa analisou-se o programa de capacitação feita por alguns seminários teológicos, institutos bíblicos, centros de treinamentos de liderança e o trabalho feito por algumas igrejas em Moçambique; e em particular nas províncias e cidades onde foi possível conseguir as informações recentes: Maputo, Gaza, Sofala e Niassa.
A formação continuada de líderes locais em Moçambique é um assunto muito interessante e importante ainda nos nossos dias, assim como em toda parte do mundo, pois muitas agências missionárias e igrejas evangelizadoras estrangeiras têm se preocupado em minimizar esta situação. A igreja contemporânea moçambicana almeja também um crescimento quantitativo e qualitativo, para isso, às vezes, várias igrejas, denominações e agências missionárias espalhadas em todo país procuram meios humanos e, até divinos que possam levar a esse crescimento, mas como a grande maioria negligencia a preparação da liderança local, ou seja, não prepara líderes locais adequadamente, geralmente não há bons resultados tanto no trabalho missionário transcultural como no crescimento da Igreja local.
No continente africano, se os primeiros missionários, ou seja, missionários dos séculos XVIII a XX, (Robert Moffat, David Livingstone, Henry Stanley, George Grenfell Alexandre e Mary Slessor) tivessem preparado líderes locais adequadamente, a África do século XXI não careceria tanto da ação missionária estrangeira como tem se verificado.
Esta dissertação tem dois objetivos principais: despertar na igreja e nas agências missionárias estrangeiras do século XXI a necessidade de contextualização das estratégias bíblicas para a preparação de novos líderes locais do nível básico até o nível superior para melhor desenvolvimento de novos ministérios das igrejas locais em Moçambique no âmbito transcultural; e despertar na igreja moçambicana assim como nos missionários nela já envolvidos a necessidade de treinar mais líderes locais a partir do nível básico ate o nível superior para o melhor pastoreio, evangelização, discipulado e missões, para que estes líderes possam também capacitar outros líderes e até a todos os regenerados, de geração em geração.
Existem várias obras que mostram a grande importância de formação de líderes locais para assumirem responsabilidades nas igrejas já existentes e recém fundadas. A preparação de líderes locais deveria ser iniciada nos primeiros dias da plantação de uma nova Igreja local, é óbvio que, seria melhor se o novo líder fosse escolhido entre os primeiros convertidos da mesma, mas o plantador deve ajudar na colocação de cada membro no ministério, segundo seu dom e chamado, incentivando-o a apoiar no sustento da obra toda e na formação de outros para o crescimento de todo o ministério.
A maioria dos líderes ou obreiros moçambicanos, até mesmo os que enfrentam grandes dificuldades, tem o desejo sincero de exercer a liderança da melhor maneira possível, o que lhes falta muita das vezes é a preparação adequada e continuada que possa capacitá-los para a boa obra do Senhor. O que se tem percebido atualmente em todas as denominações evangélicas em Moçambique é a falta de obreiros nacionais qualificados. Essa grande necessidade é urgente, as agências missionárias e igrejas plantadoras deveriam se preocupar mais com este ministério.

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